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Artigo

O que o Senhor vê e o que o Senhor faz quando vê os pobres

Steve Levy 08 de Agosto de 2017 - Igreja e Ministério

“Tu quiseste salvar o mundo, então você decidiu fazer uma venda de caridade para os pobres, para os pobres”. Assim diz a canção.

O que o Senhor vê e o que o Senhor faz quando vê os pobres

Quando o Senhor viu a pobreza e sofrimento deles, ficou comovido. O anjo do Senhor veio, aquele enviado do Pai: o “Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito” (Judas 1.5). O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus que encontrou um modo de vencer a morte, o Deus dos vivos, não dos mortos; ele considera os pobres e necessitados e ele tem um plano. Essa é uma solução que faz com que o primeiro plano de Moisés e todos os outros planos seguintes pareçam quase irrisórios. 

Ele os redimirá da escravidão, da morte e da ira de Deus. Ele os levará ao Pai invisível (Êx 3.18; 19.16-19). Ele vai conduzi-los a si mesmo (Êx 23.20ss).

Então, e somente então, ele os reunirá para que sejam o seu povo e lhes mostrará como eles devem ser como o seu povo; como devem ajudar a viúva, o órfão, o estrangeiro e o escravo. Isso é feito em grandes detalhes. Não haverá barreira alguma entre eles. Todos devem desfrutar do tabernáculo, do sacerdócio, dos sacrifícios e das festas. Ninguém pode ficar de fora. Ninguém deve separar-se ou ser colocado fora de qualquer coisa.

Esse testemunho para as nações estrangeiras não é exclusivo. É uma esperança real para todos no mundo que estão em necessidade. Qualquer um no mundo que seja necessitado pode se juntar a eles se confiarem em Cristo, como Calebe, Rute e os homens poderosos de Davi. E há muita coisa sobre como o estrangeiro (o forasteiro) que se juntou ao povo de Deus deve ser tratado. Veja o modo como Boaz tratou Rute. O melhor exemplo é o primeiro a ser acrescentado à medida que eles entram na terra: Raabe, a prostituta. Sua salvação é como a deles. Ela será preservada quando o juízo vier. Ela deve tornar-se parte dos heróis da Bíblia. Ela é mencionada com honra na linhagem de Jesus (Mateus 1), tida como uma heroína da fé (Hebreus 11) e aquela ao lado de Abraão na explicação sobre a fé e as obras no livro de Tiago (2.25). Ela é sempre vista como alguém unida ao povo de Deus. Não há pobres ou ricos aqui, eruditos ou iletrados, eles são um em Cristo.

A esperança para os pobres nas nações sempre é se unirem ao povo de Deus e terem vida onde Cristo vive. Não há menção sobre ajudar as nações sob juízo, seja Babilônia ou Nínive, quando há fome. Sua grande esperança para as nações é: “Venham e unam-se a nós. Louvem ao Senhor conosco”.

Quão irado o Senhor fica com eles quando negligenciam a viúva e o órfão. Que vergonha isso traz sobre eles. Eles nunca foram salvos para construir barreiras, eles foram salvos para mostrar a Deus e para trazer todos os que estão em dívida e angústia. O povo de Deus não ajudou os pobres, o povo de Deus deu as boas-vindas aos pobres, pregou as boas novas aos pobres e, em grande parte, eram pobres.

O problema dos pobres é que a ira de Deus permanece sobre eles e eles sabem disso. Somente Cristo pode remover essa ira. Portanto, preguem a Cristo e mostrem que em Cristo não há rico nem pobre.

Isso nos deixa com grandes perguntas. Todo o tempo há debates sobre como ajudar os pobres enquanto eles são afastados das atividades. Há conferências que custam mais de R$ 3.000,00 para participar. Como os pobres não se sentem excluídos? Há acampamentos cujos preços excluem os pobres. Alguns têm condições de ajudar, mas eles estão ajudando? Há acampamentos em que somente a alta sociedade pode ir e os filhos da maioria das pessoas são excluídos. Milhares de reais são gastos no ministério estudantil e em outros projetos que são destinados às classes eruditas, enquanto os ministros em áreas pobres mal conseguem sobreviver. É hora de parar de citar erroneamente o sermão do monte (eu falarei disso novamente) e começar a tirar a trave de nossos próprios olhos. A justiça social em torno de Cristo é uma questão do Antigo Testamento e do Novo. Como estamos tratando a viúva, o órfão e o refugiado em nossas igrejas? Como estamos nos assegurando de que eles não se sintam de “segunda classe”? O mesmo vale para as igrejas mais ricas. Elas estão doando dinheiro a igrejas em áreas carentes, em igrejas que recebem prostitutas como Raabe e colocam-nas em uma posição de honra? Eu sei que não é interessante, moderno e não há recompensa na terra assegurar que as igrejas em lugares pobres sejam bem apoiadas, mas essa é a visão da Bíblia.

Devemos olhar para nós mesmos e parar de citar erroneamente o sermão do monte ou a história do bom samaritano. Realmente olhemos para nós mesmos e perguntemos: Um pobre refugiado como Rute pode olhar para nossa igreja e dizer: “Seu povo será o meu povo e seu Deus, o meu Deus”? Se não, esqueça tudo o mais, é isso que os pobres precisam. Arrependa-se e leia Moisés. Mas não faça isso do jeito que você quiser, ou como os homens costumam fazer. Você se sentirá bem consigo mesmo, mas estará apenas piorando as coisas.

 

Tradução: Camila Rebeca Teixeira

Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva

Original: Are Our Churches Really Keeping The Poor At Arms Length?

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Autor Steve Levy



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