quinta-feira, 8 de outubro

Até os confins do mundo – Fiel Pastores e Líderes 2027

Tema: Até os confins do mundo – Romanos 10.18
Data: 5 a 8 de outubro de 2027
Local: Hotel Majestic – Águas de Lindóia, SP
Preletores: Mark Dever, David Mathis, Paul Washer, Wladimir Jr., Mack Stiles, Estêvão Júnior, Vinicius Musselman, Ronaldo Lidório, Augustus Nicodemus e Franklin Ferreira.

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Sobre a conferência:

Até os confins do mundo
Tiago Santos

“Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.”
Romanos 10.18

O Apóstolo Paulo está tratando, em Romanos 10, da mensagem que precisa ser anunciada. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Para invocá-lo, é preciso crer; para crer, é preciso ouvir; e, para que ouçam, alguém precisa pregar. O evangelho avança, portanto, por meio de uma mensagem confiada a mensageiros que são enviados.

Essa convicção sustentou a expansão da igreja desde os seus primeiros dias. Depois da ressurreição, Jesus abriu o entendimento dos discípulos para que compreendessem as Escrituras e declarou que, em seu nome, o arrependimento para a remissão dos pecados seria pregado a todas as nações. Em Atos, vemos essa palavra se cumprindo. O evangelho parte de Jerusalém, chega à Judeia e a Samaria, atravessa fronteiras e alcança novos povos. A voz dos mensageiros segue adiante porque a Palavra de Deus precisa ser cumprida e porque o Cristo que morreu e ressuscitou haverá de reunir para si um povo de toda tribo, língua e nação.

É nessa promessa que a igreja encontra sua confiança para fazer missões. O evangelho continua sendo o poder de Deus para a salvação. A Palavra continua viva e eficaz. O Espírito Santo continua convencendo pecadores e formando um povo para Cristo. As mudanças culturais de nosso tempo tornam a tarefa mais exigente e também mais clara: o mundo precisa ouvir sobre o pecado, a cruz, o arrependimento, a graça de Deus e a esperança da ressurreição.

A missão que encontramos no Novo Testamento possui também uma forma reconhecível. Quando Paulo e Barnabé foram separados para a obra, partiram de uma igreja que jejuou, orou e impôs sobre eles as mãos. Em sua primeira viagem missionária, anunciaram o evangelho, fizeram discípulos, fortaleceram os novos convertidos e constituíram presbíteros em cada igreja. Depois, voltaram a Antioquia e prestaram contas de tudo quanto Deus havia feito por meio deles.

Nesse movimento encontramos a igreja como origem, instrumento e alvo da missão. A igreja prepara, reconhece e envia. A igreja sustenta, acompanha e ora. E o missionário trabalha para que os que recebem o evangelho sejam reunidos em igrejas capazes de perseverar na doutrina dos apóstolos, no partir do pão, na comunhão e nas orações.

Essa compreensão amplia o nosso horizonte. A evangelização conduz pessoas à fé em Cristo, e o discipulado lhes ensina a guardar tudo quanto ele ordenou. Os convertidos precisam do batismo, da Ceia, da pregação regular da Palavra, do cuidado dos presbíteros e da comunhão de irmãos que os ajudem a crescer em maturidade. Por isso, a plantação de igrejas saudáveis ocupa um lugar tão importante na obra missionária. Essas igrejas permanecerão quando os primeiros missionários tiverem partido. Elas formarão seus próprios líderes, cuidarão de seus membros e enviarão outros mensageiros. Assim, o evangelho cria raízes em uma cidade, em uma cultura e em um povo.

Pertencemos também a uma tradição reformada que reconheceu essa responsabilidade em diferentes momentos de sua história. Em Genebra, João Calvino recebeu homens que haviam fugido da perseguição, dedicou-se à sua formação teológica e pastoral e enviou muitos deles de volta à França. Esses ministros retornaram conscientes dos riscos que enfrentariam e contribuíram para o surgimento de centenas de igrejas. Da mesma Genebra partiram Pierre Richier e Guillaume Chartier, enviados ao Brasil em 1556 para servir à pequena comunidade reformada estabelecida na Baía de Guanabara. A presença deles foi breve e cercada de dificuldades, mas permanece como um dos primeiros capítulos da história protestante e missionária em nosso país.

Nos séculos seguintes, outros cristãos assumiram a responsabilidade de levar o evangelho a povos ainda não alcançados. David Brainerd gastou sua saúde e seus poucos anos de vida servindo entre indígenas da América do Norte. William Carey enfrentou a indiferença de muitos de seu tempo e ajudou a despertar as igrejas para sua responsabilidade com as nações. Adoniram Judson perseverou durante anos na Birmânia, suportando prisão, enfermidades e perdas enquanto traduzia as Escrituras e anunciava Cristo. Hudson Taylor procurou compreender a língua e os costumes chineses para alcançar populações do interior da China. George Müller mostrou a uma geração inteira que grandes responsabilidades podem ser sustentadas por uma vida de oração e por uma confiança concreta na provisão de Deus.

Cada um serviu em seu próprio contexto, com dons, limitações e ênfases diferentes. Em todos eles encontramos a mesma convicção fundamental: Cristo é digno de ser anunciado, a igreja deve assumir sua responsabilidade e nenhuma geração cristã pode tratar a Grande Comissão como tarefa pertencente somente ao passado.

Essa responsabilidade agora chegou a nós.

As igrejas brasileiras cresceram, amadureceram e receberam muitos recursos ao longo das últimas décadas. Deus nos concedeu pastores, seminários, editoras, conferências e oportunidades de formação. Também nos colocou diante de cidades profundamente secularizadas, regiões ainda carentes de igrejas saudáveis e povos que continuam sem acesso claro ao evangelho. Chegou o momento de perguntar como nossas igrejas podem orar com maior entendimento, formar membros maduros, reconhecer vocações, preparar obreiros, enviar missionários e cuidar deles durante os muitos anos de trabalho que a missão exige.

Queremos conversar seriamente sobre essas questões na Conferência Fiel para Pastores e Líderes de 2027.

Sob o tema “Até os confins do mundo”, receberemos Mark Dever, David Mathis, Paul Washer, Wladimir Jr., Mack Stiles, Estêvão Júnior, Vinicius Musselman, Ronaldo Lidório, Augustus Nicodemus e Franklin Ferreira. Juntos, voltaremos às Escrituras para refletir sobre a natureza da missão, o poder do evangelho, a formação de missionários, a responsabilidade dos pastores, a cooperação entre igrejas e a plantação de comunidades saudáveis que possam testemunhar de Cristo por muitas gerações.

A voz do evangelho já percorreu uma longa distância até chegar a nós. Nós ouvimos porque alguém anunciou; recebemos porque igrejas enviaram; fomos ensinados porque irmãos que vieram antes de nós reconheceram que a fé cristã deve ser transmitida e levada adiante. Agora desejamos servir à nossa própria geração com a mesma fidelidade.

Convidamos você a estar conosco, de 5 a 8 de outubro de 2027, no Hotel Majestic, em Águas de Lindóia, SP, para a 43ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes.

Queremos pensar, orar e trabalhar juntos para que a voz do evangelho continue sendo ouvida — até os confins do mundo.

Faça sua inscrição e venha participar conosco da 43ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes 2027.

INSCREVA-SE!


Ministério: Conferência Fiel

Conferência Fiel
A conferência Fiel tem como objetivo promover a comunhão e a edificação não só de pastores e líderes, mas de todo cristão que busca crescimento espiritual por meio da pregação da Palavra de Deus e sua sã doutrina.