sábado, 11 de julho
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Mãe, prepare-se para o Ninho Vazio

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Artigo adaptado do livro Entre Pais e Filhos, de Elyse Fitzpatrick.

Existe alguém que realmente goste de mudança? Mesmo quando nossa vida está cheia de dificuldades, a dificuldade com que temos familiaridade parece bem melhor que aquela que não conhecemos. Desligarmo-nos do papel de pais, mesmo que esse papel se tenha tornado estressante, pode ser algo perturbador e assustador. Existem casais que construíram seu relacionamento em torno dos filhos e, agora, eles têm receio do que pode acontecer quando os filhos forem embora. Sobre o que conversaremos se não for sobre os filhos? Nosso relacionamento será capaz de suportar essa provação? Realmente temos um relacionamento à parte de nossos filhos? Algumas mães, depois de mais de vinte anos dedicando-se à criação dos filhos, não sabem o que fazer da vida quando eles vão embora. Um pai escreveu: “Para a minha esposa, que era dona de casa, o aspecto mais difícil de lidar com nosso filho mais novo foi a mudança radical no envolvimento […] Usando as palavras de minha própria esposa, ‘Eu era do time titular e fui para o banco de reserva’”.

Ninguém gosta de ser substituído no time titular. Ninguém gosta de enfrentar a futilidade ou a obsolescência. Ninguém tem prazer em enfrentar o fato de que uma parte muito significativa do trabalho de nossa vida chegou ao fim. Ninguém gosta de mudança, especialmente quando isso significa que nossa identidade e nossos relacionamentos serão remodelados.

Não é Realmente um Ninho Vazio

É fácil perceber que a força ou a fraqueza de um casamento é fator decisivo para a maneira como os pais lidam com a saída dos filhos. Quando um casamento é forte, mesmo que a despedida dos filhos seja o fim de uma relação muito significativa, a relação com o cônjuge pode ser fortalecida e enriquecida em meio à provação. Por outro lado, se um casamento é fraco e é construído em torno dos filhos, e não dos pais, essas despedidas podem ser quase insuportáveis.

Essa época da vida, depois de seus filhos já terem saído de casa, pode ser maravilhosa para o romance. Agora, com toda a história e experiência que vocês têm juntos, seu cônjuge pode tornar-se seu novo melhor amigo!

Essa época também pode ser maravilhosa para um ministério em conjunto. Você finalmente tem tempo para servir ao Senhor e à sua igreja do modo como sonhava no passado. Gosto muito de levar Caroline comigo para conferências e viagens missionárias curtas sem ter de me preocupar com os filhos em casa. Caroline também consegue envolver-se intensamente com as mulheres mais jovens de nossa igreja e comunidade, seguindo o modelo de Tito 2.3–5.

Passamos a entender que a expressão ninho vazia é enganosa. Quando os filhos saem de casa, o ninho não está vazio, pois os dois continuam nele. Além do mais, à medida que seu relacionamento vai crescendo e se fortalecendo, sua casa pode tornar-se um lugar muito especial e aconchegante, que seus filhos vão querer visitar nos eventos especiais da família e nos feriados. E também pode tornar-se um lugar no qual eles buscam refúgio nos momentos de tribulação. Ninho vazio? Não mesmo.


Autor: Elyse Fitzpatrick

Elyse Fitzpatrick é conselheira bíblica no Institute for Biblical Counseling and Discipleship, na Califórnia, e possui mestrado em Aconselhamento Bíblico no Trinity Theological Seminary. Elyse é coautora do livro Pais Fracos, Deus Forte.

Ministério: Editora Fiel

Editora Fiel
A Editora Fiel tem como missão publicar livros comprometidos com a sã doutrina bíblica, visando a edificação da igreja de fala portuguesa ao redor do mundo. Atualmente, o catálogo da Fiel possui títulos de autores clássicos da literatura reformada, como João Calvino, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, bem como escritores contemporâneos, como John MacArthur, R.C. Sproul e John Piper.

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