quarta-feira, 26 de fevereiro
Home / Artigos / Mãe, prepare-se para o Ninho Vazio

Mãe, prepare-se para o Ninho Vazio

Ouvir Artigo

Artigo adaptado do livro Entre Pais e Filhos, de Elyse Fitzpatrick.

Existe alguém que realmente goste de mudança? Mesmo quando nossa vida está cheia de dificuldades, a dificuldade com que temos familiaridade parece bem melhor que aquela que não conhecemos. Desligarmo-nos do papel de pais, mesmo que esse papel se tenha tornado estressante, pode ser algo perturbador e assustador. Existem casais que construíram seu relacionamento em torno dos filhos e, agora, eles têm receio do que pode acontecer quando os filhos forem embora. Sobre o que conversaremos se não for sobre os filhos? Nosso relacionamento será capaz de suportar essa provação? Realmente temos um relacionamento à parte de nossos filhos? Algumas mães, depois de mais de vinte anos dedicando-se à criação dos filhos, não sabem o que fazer da vida quando eles vão embora. Um pai escreveu: “Para a minha esposa, que era dona de casa, o aspecto mais difícil de lidar com nosso filho mais novo foi a mudança radical no envolvimento […] Usando as palavras de minha própria esposa, ‘Eu era do time titular e fui para o banco de reserva’”.

Ninguém gosta de ser substituído no time titular. Ninguém gosta de enfrentar a futilidade ou a obsolescência. Ninguém tem prazer em enfrentar o fato de que uma parte muito significativa do trabalho de nossa vida chegou ao fim. Ninguém gosta de mudança, especialmente quando isso significa que nossa identidade e nossos relacionamentos serão remodelados.

Não é Realmente um Ninho Vazio

É fácil perceber que a força ou a fraqueza de um casamento é fator decisivo para a maneira como os pais lidam com a saída dos filhos. Quando um casamento é forte, mesmo que a despedida dos filhos seja o fim de uma relação muito significativa, a relação com o cônjuge pode ser fortalecida e enriquecida em meio à provação. Por outro lado, se um casamento é fraco e é construído em torno dos filhos, e não dos pais, essas despedidas podem ser quase insuportáveis.

Essa época da vida, depois de seus filhos já terem saído de casa, pode ser maravilhosa para o romance. Agora, com toda a história e experiência que vocês têm juntos, seu cônjuge pode tornar-se seu novo melhor amigo!

Essa época também pode ser maravilhosa para um ministério em conjunto. Você finalmente tem tempo para servir ao Senhor e à sua igreja do modo como sonhava no passado. Gosto muito de levar Caroline comigo para conferências e viagens missionárias curtas sem ter de me preocupar com os filhos em casa. Caroline também consegue envolver-se intensamente com as mulheres mais jovens de nossa igreja e comunidade, seguindo o modelo de Tito 2.3–5.

Passamos a entender que a expressão ninho vazia é enganosa. Quando os filhos saem de casa, o ninho não está vazio, pois os dois continuam nele. Além do mais, à medida que seu relacionamento vai crescendo e se fortalecendo, sua casa pode tornar-se um lugar muito especial e aconchegante, que seus filhos vão querer visitar nos eventos especiais da família e nos feriados. E também pode tornar-se um lugar no qual eles buscam refúgio nos momentos de tribulação. Ninho vazio? Não mesmo.


Autor: Elyse Fitzpatrick

Elyse Fitzpatrick é conselheira bíblica no Institute for Biblical Counseling and Discipleship, na Califórnia, e possui mestrado em Aconselhamento Bíblico no Trinity Theological Seminary. Elyse é coautora do livro Pais Fracos, Deus Forte.

Ministério: Editora Fiel

Editora Fiel
A Editora Fiel tem como missão publicar livros comprometidos com a sã doutrina bíblica, visando a edificação da igreja de fala portuguesa ao redor do mundo. Atualmente, o catálogo da Fiel possui títulos de autores clássicos da literatura reformada, como João Calvino, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, bem como escritores contemporâneos, como John MacArthur, R.C. Sproul e John Piper.

Veja Também

Cinco exames para confirmar se sua alegria está em Deus?

Você quer mais de Deus? Você quer se deleitar nele? Todos sabemos como deveríamos responder tais perguntas. Mas sejamos honestos. Nem sempre estamos seguros de que desejamos passar mais tempo andando com Deus.