segunda-feira, 15 de julho

10 versículos-chave da Bíblia sobre Morte e Ressurreição

Aqui estão selecionados alguns versos bíblicos que nos ensinam sobre a perspectiva bíblica da morte e da ressurreição. Todas as seções de comentários são adaptadas da Bíblia de Estudo da Fé Reformada com Concordância, Editora Fiel.

  1. João 11.25-26

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?

“Eu sou a ressurreição e a vida.” Em parte, isso é reiterado em 14.6 (At 3.15; Hb 7.16). Para o crente, a vida não termina na morte, mas prossegue eternamente, como uma infindável vida de comunhão com Deus. Isso é verdadeiro para aqueles que, como Lázaro, estiverem no túmulo, bem como para os que ainda vivem. O ponto do pronunciamento de Jesus é este: somente por meio de nossa união com Cristo, pela fé somente, é que os crentes passam a experimentar essa vida abundante da era vindoura, a qual começa agora pelo poder do Espírito Santo e atingirá a consumação na ressurreição de nossos corpos (Rm 6.3-11; Cl 3.1-3).

  1. João 14.1-3

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

Essa passagem de supremo conforto é oferecida por Jesus numa hora entenebrecida pelas sombras da traição de Judas e do fracasso de Pedro, faltando apenas umas poucas horas para a agonia do Getsêmani e a morte na cruz, a qual atribulava a alma de Jesus (12.27; 13.21). Todavia, a declaração comunica o senso de paz sublime e se propõe a ministrar aos temores dos discípulos, mais que às suas necessidades.

Embora a estrada seja estreita e apertada a porta que conduz à vida (Mt 7.14), também é verdadeiro que o número dos filhos de Abraão é como a areia nas praias e as estrelas no céu (Gn 22.17), “grande multidão que ninguém podia enumerar” (Ap 7.9). A palavra grega traduzida por “cômodos” poderia ser entendida como “moradas”,

já que se relaciona com o verbo “morar”, um tema abrangente nesse discurso (14.10, 17, 25; 15.4-10; ver 14.23). Como a explanação adicional de Jesus deixa claro, a casa do Pai está no céu (e, eventualmente, os novos céus e terra); todavia, a habitação mútua dos crentes em Cristo, bem como a do Pai e do Filho nos crentes, oferece uma antecipação de nosso destino final.

Cristo prepara o lugar no céu para os seus, e o Espírito Santo prepara os redimidos na terra para seu lugar no céu (cf. 1Pe 1.4, 5). Ver nota teológica “Céu”, na p. 2330.

Em 1.51, Jesus comparou a si mesmo a uma escada entre o céu e a terra. Ele é aquele que leva seu povo para o céu.

  1. 1 Coríntios 15.26-27, 54-57

O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

  1. 1 Coríntios 15.49-52

E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. Os vivos serão transformados Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Essa expressão “a carne e o sangue” se refere à fraqueza da existência humana e terrena, sendo equivalente a “corruptível”. Paulo está advertindo os coríntios de que, sem o novo corpo “incorruptível”, não podemos “herdar o reino de Deus”. Como, então, alguns podem negar a doutrina da ressurreição? 

Para Paulo, “mistério” (ver nota em 2.7.) não é um paradoxo inexplicável, e sim uma verdade antes oculta por Deus e agora revelada no evangelho de Cristo (Rm 16.25-26; Ef 3.3-9). Aqui, a verdade mais plena revelada, nos vv. 51-55, é sobre o que acontecerá com os crentes vivos (aqueles que não “dormiram”, v. 51) quando a ressurreição dos mortos acontecer. Nenhuma passagem do Antigo Testamento deixa claro que, naquele tempo, os crentes vivos serão transformados junto com os crentes mortos, de modo que todos serão mudados em corpos de ressurreição imortais e incorruptíveis. nem todos dormiremos. Paulo reconhece que muitos cristãos não morrerão e estarão vivos no tempo da volta de Cristo. Esses cristãos não serão ressuscitados dos mortos, mas serão também transformados e receberão corpos imortais e incorruptíveis (1Ts 4.13-18 e notas).

  1. Filipenses 1.20-21

Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

O alvo supremo de Paulo não é viver nem morrer, mas ver Cristo sendo exaltado independentemente do que venha a acontecer (2.17; cf. Rm 12.1, 2).

A razão de ser de Paulo é Cristo. 

Em vez de romper a união de Paulo com Cristo, a morte levará Paulo a uma comunhão mais plena com Cristo, a quem ele está unido (v. 23).

  1. Filipenses 3.20-21

Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

Assim como Filipos era uma colônia romana (At 16.12), a Igreja é uma colônia do céu. Embora, no presente, estejamos a uma grande distância, falando fisicamente, da “cidade” celestial, onde os redimidos podem ver o Senhor reinando sobre toda a Criação, em glória, os seguidores de Jesus já pertencem àquela cidade, o que define a identidade e os privilégios eternos deles.

Essa expectativa é um equivalente ao anseio mencionado em 1.23. Todas as outras ocorrências desse verbo nas epístolas de Paulo têm foco semelhante (Rm 8.19, 23, 25; 1Co 1.7; Gl 5.5).

Em face do uso errado e pecaminoso do corpo humano por parte dos oponentes (vv. 18-19, nota), Paulo celebra a transformação de nosso corpo que será realizada por Cristo, em conformidade com seu corpo glorioso (cf. 1Co 15.50-53). Ver nota teológica “A Ressurreição Final”, na p. 2040.

Cristo ressuscitou fisicamente do sepulcro — as “primícias” de uma grande colheita (1Co 15.20-23). Como o Pai vindicou a obediência de Cristo (2.6 11), a ressurreição de Cristo garante aos crentes, unidos com ele em sua morte e ressurreição, a gloriosa ressurreição preparada para eles. 

  1. 2 Timóteo 1.8-10

Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,

Paulo está na prisão em Roma (2.9; cf. Introdução: Data e Circunstâncias).

O alvo da eleição e do chamado de Deus é a santificação de seu povo (Ef 1.4).

“Não… graça” é uma maravilhosa afirmação de que a salvação é por meio da graça, não por mérito humano (Ef 2.8-9; ver Tt 3.4-6).

O decreto e a obra de redenção de Deus baseiam-se tão somente em seu próprio propósito e beneplácito. Em outras passagens, esse propósito divino é identificado em relação à misericórdia (Tt 3.5) e ao amor (Ef 1.4, 5).

“Antes dos tempos eternos” é uma afirmação de que o decreto divino de redenção por meio de Cristo é desde a eternidade (Ef 1.4; Tt 1.2; 1Pe 1.20; Ap 13.8). Dessa maneira, Paulo enfatiza esse ponto de que a nossa redenção é totalmente pela graça, e não, de maneira alguma, em resposta aos nossos esforços ou fundamentada neles.

Em outras passagens, Paulo aplica, de modo consistente, a expressão: “o aparecimento” à segunda vinda de Jesus, no final da história (4.1, 8; 1Tm 6.14; Tt 2.13), mas aqui ele se refere à encarnação de Jesus, em sua primeira vinda.

Nosso Salvador Cristo Jesus é o Mediador da aliança de graça (Tt 1.4; 2.13; 3.6). 

o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade. Ou seja, por meio de sua morte e ressurreição (Hb 2.14- 15; Ap 1.18).

  1. Hebreus 2.14-15

Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

2.14 o qual a si mesmo se deu por nós. Ou seja, na cruz. Paulo expressa, em seguida, dois propósitos da obra de Cristo na cruz.

remir-nos de toda iniquidade. O primeiro alvo de Paulo focaliza o indivíduo. Cristo pagou o preço necessário para libertar as pessoas de seus pecados (Mt 20.28; Mc 10.45; 1Tm 2.6; 1Pe 1.18-19).

O segundo alvo de Paulo focaliza a igreja: “purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu”. Cristo purifica os indivíduos de seus pecados (Hb 9.14; 1Jo 1.7, 9), para que, juntos, constituam um povo especial para ele (Êx 19.5; Ez 37.23; 1Pe 2.9). Quanto à purificação da Igreja por Cristo, ver Efésios 5.25-27.

Longe de fomentar a complacência, a graça redentora de Cristo motiva ainda mais fortemente o amor agradecido do crente, que se expressa em obediência (Lc 7.41-47; 1Co 15.8-10; Fp 3.7-14).

Um resumo apropriado das duas dimensões do encargo que Paulo deu a Tito nos vv. 2-10 e 1.10-16: “exorta e repreende”.

“Com toda a autoridade” ou seja, como representante de Paulo e como um presbítero na Igreja de Cristo.

  1. Isaías 25.8

Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.

De modo paradoxal, a “boca” devoradora, da qual ninguém pode escapar, será ela mesma tragada (5.14; Pv 1.12, nota).

Senhor Deus. Ver nota em 7.7.

Todo lamento será removido (30.19; 35.10; 61.2-5; Ap 7.17; 21.4), bem como a morte e o pecado, que é o aguilhão da morte (1Co 15.54).

  1. Isaías 65.20

Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado.

Aqui, as bênçãos dos novos céus e da nova terra são descritas em termos pictóricos como o gozo das bênçãos prometidas por obediência à aliança do Sinai, tais como vida longa, liberdade de invasões e segurança em relação a animais selvagens (cf. Dt 28.30).

A morte prematura de crianças ou de pessoas no meio de sua vida profissional pode levar ao pensamento de que a vida não tem significado. Tal morte prematura, bem como a transferência da recompensa de uma pessoa para outra que não a mereceu (v. 22), faz parte do julgamento de Deus sobre o pecado.

Deus promete remover essa maldição do meio de seu povo (Am 5.11, nota). Isso é possível porque Cristo veio e cumpriu os termos da lei, merecendo as bênçãos da lei para si mesmo e para todos os que estão nele.


Este artigo faz parte da série Versículos-chave.

Todas as seções de comentários adaptadas da Bíblia de Estudo da Fé Reformada com Concordância, Editora Fiel.


Autor: Editorial online do Ministério Fiel

Ministério: Editora Fiel

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A Editora Fiel tem como missão publicar livros comprometidos com a sã doutrina bíblica, visando a edificação da igreja de fala portuguesa ao redor do mundo. Atualmente, o catálogo da Fiel possui títulos de autores clássicos da literatura reformada, como João Calvino, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, bem como escritores contemporâneos, como John MacArthur, R.C. Sproul e John Piper.

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