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Artigo

Cuidando do pastor: retiro sabático

Vários 31 de Outubro de 2016 - Liderança da Igreja

Geralmente, tenho comparado pastores com torres de sino: a menos que eles sejam cuidadosos, acabarão tocando o mesmo som repetidamente. O que quero dizer? Mesmo o melhor dos pregadores pode começar a repetir o mesmo tema e tom de novo e de novo em sua pregação. Uma familiaridade cansada ou obsoleta – um toque – começa a tocar semana sim, semana não. Por quê?

Isso existe, em parte, devido a fadiga. O papel de pastor-pregador, se feito fielmente, é um dos trabalhos mais penosos no mundo. Ele demanda muitas habilidades. É emocionalmente penoso. E é tão regular (aquele sermão está vindo!) e tão variável (quem pode prever funerais, doenças ou crises de membros?). Congregações precisam estar cientes disso e fornecer provisão antes da “síndrome de um ressoar único” se estabeleça.

Uma forma de cuidar do pastor é oferecendo um descanso sabático regular e planejado. O que quero dizer por descanso sabático?

Não quero dizer o “ano sabático” bíblico falado no Velho Testamento, usado para permitir que uma terra permanecesse sem cultivo e as dívidas fossem perdoadas (ou seja, remidas).

Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. (Êxodo 23.10-11)

Ao fim de cada sete anos, farás remissão. Este, pois, é o modo da remissão: todo credor que emprestou ao seu próximo alguma coisa remitirá o que havia emprestado; não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do SENHOR é proclamada. (Deuteronômio 15.1-2)

Quero dizer o tipo de descanso sabático que nossa cultura tipicamente entende hoje em dia. A Wikipédia define descanso sabático dessa forma:

Um ano sabático é um hiato prolongado, tipicamente um ano, na carreira de um indivíduo para que se cumpra algum objetivo, por exemplo, escrever um livro ou viajar para fora para uma pesquisa.

Descansos sabáticos não são férias. Encorajaríamos o pastor a ver férias como um tempo completamente fora do seu trabalho regular (e geograficamente, se financeiramente acessível) e com o foco diretamente direcionado para sua família. Descansos sabáticos, por outro lado, não significam trabalhar menos e não são direcionados para o benefício da família do pastor. Eles são especificamente direcionados para a revigoração e renovação da mente e coração do pastor através da pesquisa, propósito de viagem, escrita etc. Em outras palavras, o objetivo é passar a usar alguns sinos esquecidos e pendurar alguns novos na torre para um som completo, claro e audível.

Coisas a considerar:

1. Comece aos poucos

Se sua igreja nunca considerou dar ao pastor um descanso sabático e parece resistente, comece aos poucos e deixe a ideia crescer. Tenha um plano de cinco ou dez anos em sua mente onde a ideia sabática floresça para uma visão completa do que você tem. Minha própria igreja permite que cada pastor acumule um mês do período sabático por cada ano de serviço. O pastor pode tirar um máximo de três meses sabáticos por vez. Talvez sua igreja precise começar com duas semanas sabáticas a cada dois anos para que o pastor possa ter aulas de seminário. Não se preocupe em começar aos poucos, apenas comece e permita que a congregação fique confortável com a ideia e aprecie o fruto disto.

2. Comece aos poucos (novamente!)

Dessa vez não estou falando do tempo que se passa fora, mas do tipo de descanso sabático que o pastor deve tomar. Há “descansos sabáticos de pregação”, onde o pastor continua com seus afazeres regulares, mas é dispensado da pregação para permitir mais tempo na semana para ler e pesquisar. Então, há o “descanso sabático radical”, onde o pastor está ausente de todos os deveres e ausente da igreja. Talvez sua igreja não esteja pronta para o descanso sabático radical e precise crescer em relação começando pelo descanso sabático de pregação. Novamente, comece aos poucos (se você precisar) e deixe crescer.

3. Cuide do rebanho

Como prioridade ao descanso sabático, o pastor e a congregação precisam planejar o pastoreamento do rebanho na ausência do pastor. O propósito do descanso sabático será extremamente desapontador se o pastor é interrompido regularmente para cuidar do rebanho. Aloque a pregação, o aconselhamento, os funerais e todos os outros deveres regulares.

4. Planeje o descanso sabático

O pastor precisa planejar bem antecipadamente o que ele irá fazer no descanso sabático, de outra forma o tempo precioso fora será desperdiçado.

5. Envolva a congregação

O pastor precisa compartilhar com a congregação seus planos relacionados à sua ausência, para eles possam se juntar a ele em sua excitação e oração por frutos. O pastor irá se beneficiar do seu descanso sabático, mas a congregação deveria se beneficiar também!

6. Considere a estação

Há ritmos e estações na vida de uma igreja que precisam ser considerados na programação de um descanso sabático. Por exemplo, na maioria das igrejas, o mês de dezembro parece ser mais atarefado que maio ou abril. O pastor deveria tirar o descanso em um tempo bom para a vida da igreja.

7. Comunique

Enquanto está no descanso sabático, o pastor deveria considerar uma comunicação regular com sua congregação através de cartas abertas ou artigos no boletim da igreja.

8. Estabeleça parâmetros

Se o pastor não deixar a cidade, o pastor e a igreja deveriam ter algumas compreensões acerca das “visitinhas” e “aparecimentos repentinos” onde o pastor é interrompido. Essas pequenas interrupções podem interromper o pensamento frutífero e facilmente desviar para um recomeço de obrigações.

9. Preste contas

Considere a organização de um sistema de prestação de contas entre o pastor no descanso sabático e um companheiro pastor ou presbítero da equipe pastoral – de líder para líder.

10. Planeje o retorno

Se o pastor tirou um “descanso sabático radical”, ele pode considerar o retorno alguns dias depois para resumir os deveres para que ele possa se organizar e se refamiliarizar com o povo e as situações; isso causará uma transição mais fácil. O pastor também precisa se lembrar que a congregação não estava em descanso sabático, e isso talvez precise suavizar as direções às novas ideias do pastor e sua energia renovada.

A igreja que se importa com seu pastor, importa-se consigo mesma. Considere o descanso sabático, e deixe o sino tocar!

 

Tradução: Matheus Fernandes

Revisão: Yago Martins

Original: Caring for the Pastor: The Sabbatical

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