sexta-feira, 24 de julho
10 versículos sobre alegria

Versículos sobre alegria

Este artigo faz parte da série Versículos-chave

Todas as seções de comentários adaptadas da Bíblia de Estudo da Fé Reformada com Concordância, Editora Fiel.

A verdadeira alegria bíblica não depende das circunstâncias, mas da obra de Deus e de sua presença na vida do seu povo. Das promessas do Antigo Testamento aos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, a Escritura revela que a alegria é fruto da salvação, da obediência, da fé e da ação do Espírito Santo. Nesta seleção de dez versículos, acompanhados de comentários da Bíblia de Estudo da Fé Reformada, vemos como Deus sustenta seu povo com uma alegria que permanece tanto nos dias de celebração quanto nas horas de sofrimento.


Neemias 8.10 

Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.

Os que tem comida em abundância devem partilhar com os que não tem (ver Sl 22.26). Esse incidente fornece uma ilustração para se compreender o pecado em 1 Coríntios 11.17-34.

O povo se regozija na salvação e na benção que o Senhor lhes estendeu. Continuar em jubiloso reconhecimento de sua dependência dele é uma fonte contínua de força para a comunidade quando o Senhor abençoa sua lealdade a ele.

João 15.10-11

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também leu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.

Permanecer no amor de Jesus não é meramente um desfrute subjetivo de seu amor para conosco, mas também uma expressão contínua no comportamento observável de nosso amor para com ele, respondendo a esse amor e capacitando-nos por seu amor.

Muitos imaginam que a obediência a Cristo é algo enfadonho, porque requer rendição e serviço autossacrificial (Rm 12.1, 2). Jesus ensina o oposto, associando obediência a alegria.

Salmo 118.24

Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.

Por causa da vitória de Deus, seu povo converterá o dia de desespero em um dia de culto perante o Senhor.

Lucas 1.14-15

Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno.

O fato de ele não tomar bebida alcoólica tem levado muitos a pensar que ele seria nazireu; porém, Lucas não diz isso, e não há referência ao cabelo de Joao como não sendo cortado (Nm 6.3; cf. Jz 13.3-7). Mais provavelmente, João tinha uma única posição: nem sacerdote, nem nazireu. Ele é a única pessoa no NT da qual se diz que foi cheia do Espírito Santo desde o nascimento (vv. 41-40).

Gálatas 5.22-23

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

Paulo usa a metáfora de fruto para descrever a conduta do crente em Romanos 6.22; Efésios 5.9 e Filipenses 1.11. Joao Batista afirmou, de modo semelhante, que o verdadeiro arrependimento produziria o “fruto” de um comportamento ético concreto (Mt 3.8; Lc 3.8), e Jesus prometeu que os crentes que obtém vida dele, como ramos unidos a videira, produzirão fruto que glorifica seu Pai (Jo 15.1-8). O amor produzido pelo Espírito é semelhante ao amor de Cristo. Vai muito além de desempenho de justiça própria legalista (Lc 10.25-37).

Tiago 1.2 

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.

Crentes irmãos aos quais Tiago se dirige em termos familiares, como convém aqueles que tem Deus como seu Pai.

Um chamado a entender o sofrimento pelo ângulo da confiança na soberania de Deus. O que se diz em seguida exige pensamento cuidadoso por uma perspectiva teológica.

Vários tipos de circunstâncias inquietantes, frequentemente relacionadas a perseguição, como aquela que os cristãos primitivos enfrentaram.

Habacuque 3.17-18

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.

Mesmo quando as colheitas e os rebanhos não produzirem (um pensamento horrível no contexto de uma economia agrícola) e a sociedade vivenciar a fome e a pobreza, a esperança confiante de Habacuque não será abalada. Esperança e confiança transformam seu temor do futuro no desejo de se regozijar sempre em Deus, seu Salvador. (Rm 8.35-39)

João 16.24 

Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

Suas orações são por demais tímidas a luz da salvação, que logo haverão de conhecer.

Hebreus 12.1-2

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, ao qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Os leitores estão realmente correndo diante de uma grande multidão de pessoas que já terminaram a corrida com honrarias. Essas pessoas que já terminaram são aquelas mencionadas no capítulo 11. O exemplo deles encoraja os leitores e os admoesta, caso venham a tropeçar.

de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia. Entre os fardos a serem lançados fora, estão o medo que retrocede diante do sofrimento (10.38, 39), a amargura que contamina os outros (v. 15) e a sensualidade que busca satisfação imediata (v. 16).

As competições esportivas dos gregos eram uma analogia comum no Novo Testamento sobre a vida crista (1Co 9.24-27; Fp 2.16; 2Tm 2.5; 4.7, 8). Tal qual um velocista, o cristão deve estar em constante movimento rumo ao alvo, apesar da oposição que sofre. Isso exige esforço e persistência tenazes, que são aprendidos por meio de disciplina constante.

A nuvem de testemunhas do Antigo Testamento nos inspira, mas nosso principal encorajamento se encontra na pessoa e na obra de Cristo, que foi adiante de nós como o “Autor e Consumador” de nossa fé, sendo também, na corrida, o supremo exemplo de fé (v. 3).

Consumador da fé. Como “consumador”, Jesus tem levado a fé de todos os que se aproximam de Deus, por meio dele, ao seu alvo tencionado: adoração grata e aceitável a Deus, apresentada em sua presença (10.14; 11.40; 12.28).

Em troca da alegria que lhe estava proposta, Jesus suportou a cruz ao antever a alegria de ser o Salvador de seu povo, quando o sofrimento necessário acabasse. Assim como Moisés olhou para seu galardão (11.26), também Jesus estava ciente de sua própria recompensa. Outra interpretação possível, embora menos provável, é a tradução “em lugar da alegria que lhe estava proposta”.

Nessa tradução, Jesus escolheu sofrer no lugar da alegria que teria sido sua caso tivesse se recusado a morrer, permanecendo, em vez disso, no céu (Fp 2.6), ou se, pelo menos, tivesse evitado a cruz na terra (Jo 10.17, 18; 12.27).

A crucificação era uma forma tão vergonhosa de execução que era proibido aplicá-la aos cidadãos romanos. Além disso, os judeus acreditavam que todo indivíduo que fosse “pendurado em madeiro” era maldito por Deus (Gl 3.13; cf. Dt 21.23).

1 Pedro 1.8-9

A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.

Os crentes devem viver pela fé, e não pelo que veem (2Co 5.7). Devemos amar aquele a quem nunca vimos (cf. Jo 20.29).

Os crentes já desfrutam de certos elementos essenciais da salvação do último tempo (e.g., nova vida de ressurreição [v. 3], paz [v. 2] e comunhão com Deus [v. 8]), mas a possessão completa aguarda o retorno de Cristo (v. 5).

A palavra alma é usada aqui para significar “pessoa”; cf. o mesmo uso em 3.20.


Autor: R. C. Sproul

R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. Foi ministro presbiteriano, pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida. Foi fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências, autor de mais de sessenta livros, vários deles publicados em português, e editor geral da Reformation Study Bible.

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Ministério Fiel: Apoiando a Igreja de Deus.