sexta-feira, 24 de abril

10 versículos-chave da Bíblia sobre Dons espirituais

Neste artigo, trazemos versículos bíblicos sobre os chamados dons espirituais e seu propósito: edificar a igreja com amor, unidade e serviço segundo a vontade de Deus.

Confira 10 versículos bíblicos sobre dons espirituais, acompanhados de comentários da nossa Bíblia de Estudo da Fé Reformada com Concordância, que ajudam a perceber como essa temática é tratada em diversos textos do Novo Testamento.

1 Coríntios 12.4–6

Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.

Aparentemente, os coríntios exageravam a importância do dom de línguas. Por isso, Paulo devia lembrá-los de que o único e mesmo Espírito distribui uma variedade de dons ao seu povo. As referências adicionais ao mesmo “Senhor” (v. 5) e ao “mesmo Deus” (v. 6) refletem a importância da doutrina da Trindade para Paulo e, também, apoiam sua preocupação com a unidade dentro da diversidade.

1 Coríntios 12.7–11

A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. 8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

Entendemos de maneira completamente equivocada o propósito dos dons do Espírito (aqui chamados de “manifestação”) quando os usamos por motivos egoístas. Como existem necessidades distintas na comunidade cristã, dons diferentes são exigidos. Além disso, o Espírito dá os dons não para o engrandecimento da pessoa que os recebe, mas para a edificação do corpo de Cristo.

Essa lista de dons não tem a pretensão de ser um catálogo completo (outros são incluídos no v. 28). Talvez expresse apenas os dons que eram especialmente evidentes em Corinto. Precisamos supor que todos os dons se manifestavam em cada igreja. A lista em Romanos 12.6-8, por exemplo, inclui apenas dois dos dons mencionados aqui (profetizar

e fé) e omite aqueles que podem ser considerados miraculosos, como, por exemplo, cura e línguas. Em determinar a natureza de alguns dos dons listados aqui, somos obstruídos pela ausência das respectivas descrições em outras passagens do Novo Testamento. “A palavra da sabedoria” pode ter sido uma habilidade para resolver problemas espirituais difíceis; por sua vez, “a palavra do conhecimento” pode ter sido algum tipo de revelação especial, mas não podemos ter certeza disso. De modo semelhante, não está clara a razão pela qual Paulo lista separadamente os dons de “fé”, “cura” e “operações de milagres”. A referência ao “discernimento de espíritos” talvez deva ser entendida à luz de 1 João 4.1-3.

Nossa incapacidade de determinar a função exata de alguns desses dons não constitui um obstáculo para entendermos o significado essencial dessa passagem, cujo alvo não é oferecer uma instrução detalhada sobre eles, mas enfatizar a variedade dos dons de Deus para sua Igreja (v. 11).

Embora o termo traduzido por “línguas” seja a palavra grega normal que significa “idioma” (glossa), a descrição mais apropriada desse dom tem gerado muita discussão. De acordo com um ponto de vista, refere-se a algum tipo de fala estática, talvez relacionada a “línguas… dos anjos”, com menção em 13.1. De acordo com outro ponto de vista, refere-se a línguas estrangeiras. Não há razão para não concluir que as “línguas” de 1 Coríntios diferem das “línguas” de Atos 2. O fenômeno de “línguas” descrito em Atos 2 era claramente o de línguas estrangeiras (At 2.6) e, aqui, Paulo usa a mesma palavra grega para descrever esse dom.

A expressão curta “como lhe apraz” coloca a lista precedente de dons na perspectiva correta. Se um indivíduo ou uma igreja possuem um dom específico, não cabe a nós decidir. É o Espírito quem dá soberanamente ao povo de Deus. Esse fator pode explicar por que nenhuma passagem do Novo Testamento traz um catálogo completo dos dons ou uma definição exata deles, visto que podem variar amplamente, de acordo com os planos de Deus, em situações distintas. Uma igreja pode orar apropriadamente para que Deus lhe dê dons que atendam às suas necessidades, mas essas orações devem ser oferecidas em submissão à vontade soberana e à perfeita sabedoria de Deus.

Romanos 12.4–8

Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.

Como em 1 Coríntios 12, Paulo faz uso da analogia do corpo e de suas várias partes para ilustrar a natureza da Igreja. Ele enfatiza a unidade (v. 5) e a diversidade da Igreja (v. 6), bem como a necessidade de reconhecer os dons pessoais e usá-los diligente e adequadamente em serviço dos outros (vv. 6-8).

Profetizar é, em sua origem, falar a palavra de Deus por inspiração e chamado do Espírito Santo. Nesse sentido, a profecia do Novo Testamento é idêntica a do Antigo. Aqui e em outras passagens, distingue-se entre profecia e ensino (v. 7; cf. At 13.1; 1Co 12.29; Ef 4.11), porque é um dom revelador (At 13.1-3; 21.10, 11). segundo a proporção da fé. Alguns intérpretes veem “fé” como o próprio profeta mostrando fé (cf. vv. 3, 6). De modo menos plausível, outros entendem que a “fé” significa o conteúdo de verdade do evangelho como o padrão e a medida de cada declaração profética (cuja referência na teologia é “analogia de fé”), um critério vital para testar se a declaração se conforma com “o padrão das palavras” (2Tm 1.13).

Paulo reconhece a ampla variedade e praticidade desses dons (do grego charismata), bem como o entrelaçamento dos talentos naturais com eles. Em toda essa passagem, é claro que a benção daqueles que são objetos desses ministérios é a consideração primordial no uso dos dons.

Como em 1 Coríntios 12 e 13, quando Paulo discute a Igreja como o corpo de Cristo, ele enfatiza a importância do amor. Sua série de exortações rápidas ecoa o ensino de Jesus e está expressa em linguagem vívida.

1 Coríntios 12.26–31

De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. A suns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? 31 Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons.

Os itens apresentados neste versículo são diferentes daqueles constantes nos vv. 8-10, visto que Paulo não está interessado em oferecer uma lista completa dos dons e ofícios espirituais. Aqui, Paulo começa com “apóstolos” e “profetas”, que ele considera o fundamento (Ef 2.20), e acrescenta “mestres” como uma terceira categoria, de modo que essa lista é semelhante a de Efésios 4.11. Embora as palavras gregas que significam “socorro” e “governo” não ocorram em nenhuma outra passagem do Novo Testamento, Paulo talvez tenha em mente os dons de alguém que “exerce misericórdia” e de alguém “que preside”, respectivamente (Rm 12.8).

Essas perguntas retóricas trazem ao clímax o argumento de Paulo de que não devemos esperar que todos tenham os mesmos dons, porque Deus os distribui como lhe apraz (vv. 11, 18). Ver nota teológica “Os Apóstolos”, na p. 1912.

O significado da sentença “procurai… os melhores dons” é controverso. Alguns creem que se refere aos dons mais importantes no v. 28 (em especial, profecia, 14.1). Outros argumentam que introduz a discussão do amor, constante no capítulo 13. Mais provavelmente, Paulo está antecipando o que viria a dizer sobre dons “para a edificação da Igreja” (14.12), ou seja, falar “palavras com… entendimento, para instruir outros” (14.19).

Antes de explicar o que são “os melhores dons”, como o fará no capítulo 14, Paulo tem de ressaltar qual é a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer dom: o amor.

Usando um exagero intencional, Paulo enfatiza a inutilidade dos dons exercidos sem amor. A expressão “línguas dos homens” talvez se refira ao dom de falar em línguas estrangeiras (At 2.4-11), enquanto o acréscimo “e dos anjos” pode ser um exagero deliberado (semelhante a “conheça todos os mistérios” e “transportar montes”). É impossível determinar se os coríntios reivindicavam usar uma língua angelical (12.10, nota). A expressão “entregue o meu próprio corpo para ser queimado” também pode ser um exagero dramático.

Efésios 4.11–16

É ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para p pastores e mestres, com vistas ao q aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que x induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Em sentido estrito, apóstolos são aqueles que andaram com Jesus durante seu ministério terreno e testemunharam sua ressurreição (ou receberam uma revelação especial de Jesus ressurreto) e que foram comissionados por ele para atuar como fundadores da Igreja (At 1.21, 22; 1Co 15.1-9). A palavra também foi usada num sentido mais amplo a respeito das pessoas enviadas como delegados de igrejas específicas (2Co 8.23; Fp 2.25), embora não pareça que Paulo tivesse tais pessoas em mente nessa passagem. Ver 2.20; 3.5; 2 Coríntios 1.1 e notas.

Os profetas do Novo Testamento transmitiam revelação especial a Igreja primitiva. Suas funções incluíam predição, exortação, encorajamento, advertência e explanação (At 15.32; 21.9-11; 1 Co 14.3). O ensino dos profetas e apóstolos do Novo Testamento lança o fundamento da Igreja (2.20; 3.5), e certos aspectos do trabalho deles relacionados a essa obra singular foram descontinuados (2.20, nota). Entretanto, pastores e mestres continuam a ser os responsáveis por exortar, encorajar e advertir os crentes, por meio da explanação da Palavra de Deus (2Tm 4.1, 2).

Os Evangelistas são pessoas especialmente dotadas para proclamar o evangelho (At 21.8; 2Tm 4.5).

A evangelização estava no âmago do chamado apostólico de Paulo (1Co 1.17), embora seu ofício incluísse maior autoridade para receber e transmitir revelação da parte do Espírito Santo (3.5) e para guiar a Igreja.

As duas palavras “pastores e mestres” podem estar juntas para fazer referência a um único conjunto de indivíduos que tanto pastoreavam como instruíam o rebanho de Deus. Por outro lado, dois ofícios distintos, mas relacionados, podem estar em vista: “mestres” e outros presbíteros que davam discernimento espiritual com menos ênfase em ensino (1Co 12.28; 1Tm 5.17).

Não são aqueles mencionados primariamente no v. 11 que fazem a obra do ministério; são as pessoas que eles capacitam. Assim, Paulo passa a descrever o crescimento que resulta quando cada membro do corpo funciona apropriadamente para servir aos outros (vv. 15, 16). Mestres eficientes ajudam os crentes a encontrar sua própria maneira de beneficiar o restante da Igreja.

O ministério dos santos de uns para com os outros, que promove a edificação do corpo de Cristo, continuará até que todos os crentes atinjam a maturidade ou a perfeição, definidas pela norma do próprio Jesus Cristo. Esse processo durará até o retorno de Cristo do céu; portanto, a marca de maturidade crescente é a contínua busca dos crentes por conformidade com Cristo e por ajudarem uns aos outros nessa busca, enquanto esperam o retorno de Jesus (Fp 3.12-16, 20, 21).

Paulo usa a analogia do corpo humano. Os crentes não recebem dons para seu benefício particular, e ninguém pode crescer até a maturidade se permanecer isolado (1Co 12.7, 12-26). O próprio Paulo se esforça por um conhecimento do Filho de Deus que leve a maturidade somente quando todos os crentes a atingirem igualmente.

1 Coríntios 1.4–8

Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.

Os coríntios eram tentados a se tornar envaidecidos por seus dons de “conhecimento” e de falar em “línguas” (8.1; 14.23). Paulo precisa repreendê-los por seu mau uso, egoísta e insensível, desses dons (12.14-26; 13.1-3, 9-13; 14.4-5), mas ele não nega nem minimiza os dons espirituais que os coríntios haviam recebido (v. 7).

Paulo encoraja seus leitores, assegurando a eles que podem confiar em Deus, que começou uma obra de graça neles, para completá-la. De fato, eles serão apresentados como “irrepreensíveis” no tempo da volta de Cristo. Note as semelhanças entre os vv. 8, 9 e Filipenses 1.6, 10 (cf. Ef 5.26, 27; 1Ts 5.23, 24).

1 Pedro 4.10–11

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

Ver Romanos 12.3-8.

2 Timóteo 1.6–7

Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.

A expressão forte “reavives o dom de Deus” sugere que Timóteo estava se tornando menos vigoroso do que deveria no exercício do dom espiritual que recebera de Deus (1Tm 4.14).

Sobre imposição das minhas mãos. Ver nota em 1Tm 1.18; 4.14; 5.22.

A expressão forte “covardia” era necessária, por causa da timidez natural de Timóteo e da gravidade da situação.

1 Coríntios 14.1–5

Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 3 Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. 4 O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.

Havendo colocado a discussão dentro da estrutura apropriada do amor, Paulo agora encoraja os coríntios a reconhecerem o valor dos dons espirituais. Como os coríntios exageravam a importância do dom de línguas, a ênfase do capítulo 14 está nos dons compreensíveis (v. 19) — principalmente a profecia, mas também a interpretação de línguas (vv. 27, 28), o equivalente funcional à profecia. A superioridade da profecia em relação a línguas reside em seu poder de comunicação com os ouvintes sem a necessidade de “interpretação”, promovendo, assim, edificação, encorajamento e consolação (v. 3).

O versículo (cf. v. 14) descreve o dom de línguas de um modo que parece inconsistente com o dom de falar em línguas estrangeiras, mencionado em Atos 2.4-11 (embora alguns creiam que o milagre no Pentecostes tenha sido um milagre de ouvir). De acordo com isso, muitos argumentam que Paulo está lidando com algo diferente: um tipo de fala estática usada para oração íntima (Rm 8.26). Contudo, a palavra traduzida por “línguas” é o termo grego que significa “idioma”. Além disso, Paulo usa o termo “mistérios” para indicar uma verdade divina ainda não manifestada. A palavra não tem o mesmo significado, em português, de “misterioso” (2.7, nota). Ademais, os vv. 10 e 11, bem como o v. 21, apoiam a ideia de que, mesmo aqui, Paulo está falando de línguas humanas (12.8-10, nota).

As “línguas” em vista aqui são reveladoras. O que é falado são assuntos divinamente revelados pelo Espírito Santo. Como a citação de Joel 2 por Pedro deixou subentendido, as “línguas” em que os poderosos atos de Deus foram declarados no Pentecostes eram uma subcategoria de profecia, semelhante a Deus proferindo sua palavra por meio de Joel e de outros profetas do Antigo Testamento (At 2.16-18).

Aqueles que falam numa língua não interpretada são encorajados e confortados. Se o significado da mensagem falada numa “língua” não é comunicado aos outros, o propósito do Espírito Santo para seus dons — edificar a igreja — não é realizado (vv. 5, 12). A profecia entregue numa linguagem conhecida por quem fala e pelos ouvintes é superior a línguas, não demandando interpretação para atingir seu alvo: a edificação dos outros.

1 Coríntios 13.1–3

E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, 

a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

Enfatiza a inutilidade dos dons exercidos sem amor. A expressão “línguas dos homens” talvez se refira ao dom de falar em línguas estrangeiras (At 2.4-11), enquanto o acréscimo “e dos anjos” pode ser um exagero deliberado (semelhante a “conheça todos os mistérios” e “transportar montes”). É impossível determinar se os coríntios reivindicavam usar uma língua angelical (12.10, nota). A expressão “entregue o meu próprio corpo para ser queimado” também pode ser um exagero dramático.

Edição por Renata Gandolfo.


Este artigo faz parte da série Versículos-chave.

Todas as seções de comentários adaptadas da Bíblia de Estudo da Fé Reformada com Concordância, Editora Fiel.


Autor: Editorial online do Ministério Fiel

Ministério: Editora Fiel

Editora Fiel
A Editora Fiel tem como missão publicar livros comprometidos com a sã doutrina bíblica, visando a edificação da igreja de fala portuguesa ao redor do mundo. Atualmente, o catálogo da Fiel possui títulos de autores clássicos da literatura reformada, como João Calvino, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, bem como escritores contemporâneos, como John MacArthur, R.C. Sproul e John Piper.

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