quinta-feira, 22 de agosto
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Arrependimento e fé

Estamos marchando com dois pés em direção ao céu. Um destes chama-se “arrependimento”; o outro, “fé”. Porque eu creio, arrependo-me de certo pecado, hábito ou atitude. Visto que me arrependo, procuro aprender mais para fortalecer minha fé. Esta me conduz a mais arrependimento. Esquerda, direita… esquerda, direita — um pé após o outro — fé e arrependimento, fé e arrependimento. Isto foi muito bem ilustrado no livro O Peregrino, de John Bunyan. Naquela história alegórica, Cristão arrependeu-se porque a Cidade da Destruição era maléfica. Isto o conduziu à fé. Ele pensou novamente e leu sua Bíblia, o que o levou à fé em Cristo. Esta, por sua vez, o trouxe ao arrependimento, que o motivou a abandonar a Cidade da Destruição. Com esses dois passos (arrependimento e fé), Cristão prosseguiu adiante, até à Cruz, onde seus pecados foram removidos. Em seguida, caminhou em direção à Cidade Celestial, arrependendo-se e crendo durante toda a jornada.

Um dos principais erros a evitarmos é a ideia de que precisamos acumular certa quantidade de arrependimento, antes que, de uma vez por todas, creiamos em Cristo para a salvação. De maneira alguma! A certeza da fé para a salvação é uma ordem divina: “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (At 16.31). Se admitirmos a ideia de que precisamos ter certa quantidade de arrependimento, antes que tenhamos a fé salvadora, onde isto nos conduzirá? Quem pode dizer-nos se já pensamos com suficiência ou demonstramos bastante tristeza em nosso reconhecimento e arrependimento do pecado? Se cremos que Jesus é o Filho de Deus, capaz e disposto a perdoar-nos e transformar-nos, isto em si mesmo constitui o arrependimento adequado para nos rendermos completamente a Cristo, por meio da fé.


Autor: Erroll Hulse

É editor da Revista Reformation Today. Conferencista internacional. Em 2001, pregou nas Filipinas, Burma, Singapura, Malásia e África do Sul. Promove conferências para famílias, pequenas igrejas e grandes conferências internacionais para líderes. É responsável pela Conferência Carey para pastores, que em janeiro desde ano reuniu 150 participantes de 22 países. É autor de vários livros, dentre os quais citamos: O Batismo do Espírito Santo, editado pela Editora Fiel, Quem são os Puritanos, A vida de Adoniram Judson e O Grande Convite. É membro do Comitê da Conferência de Westminster, onde apresentou vários artigos teológicos. Foi preletor da Conferência Fiel no Brasil, em 1993.

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Ministério Fiel: Apoiando a Igreja de Deus.

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