terça-feira, 14 de abril

O que significa amar o mundo?

Uma reflexão bíblica sobre 1 João 2.15

Em 1 João 2.15, o apóstolo João ordena: “Não ameis o mundo”. Neste texto, William Greenhill explica o que a Bíblia quer dizer com “mundo” e mostra como o amor pelas coisas terrenas se revela em nossos pensamentos, desejos e afetos. O ensino bíblico nos chama a examinar o coração e a priorizar Deus acima de tudo. Artigo escrito por William Greenhill (1591–1671), um pastor e teólogo puritano inglês, conhecido por sua poderosa pregação. Membro da Assembleia de Westminster, serviu fielmente no ministério congregacional até sua morte, deixando um legado de sólida erudição bíblica.


Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. (1 João 2.15)

João era o discípulo amado de Cristo e escreveu essa epístola àqueles que eram amados por Cristo. Seu grande objetivo era confirmá-los na fé em Cristo e encorajá-los em santidade e amor, como se vê em 1 João 3.23: “Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou”. No segundo capítulo, versículos 1 e 2, ele apresenta um antídoto contra as fraquezas dos cristãos: que caso alguém pecasse, teria um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. E para que não se abusasse disso e os homens não se sentissem à vontade para pecar (visto que havia tal antídoto), ele os confronta com a observância dos mandamentos do Senhor nos versículos 3 a 6. Isso era um lembrete de que, se eles receberam algum benefício por meio de Cristo, amariam a Cristo, e se amavam a Cristo, guardariam os seus mandamentos e andariam como ele andou. Nos versículos 7 a 11, João os instrui no amor, mostrando que este é um mandamento ao mesmo tempo novo e antigo, em diversos aspectos.

Então, ele se dirige particularmente aos “filhinhos” no versículo 12, aos “jovens” no versículo 13 e aos “pais” no versículo 14. Ele lhes diz no texto que não devem amar o mundo e as coisas que há nele. Fazer isso é um grande obstáculo tanto para a santidade de vida quanto para o amor ao próximo. As palavras desse texto nos proporcionarão duas observações.

Primeiro, até mesmo os santos são propensos a amar o mundo. Não haveria proibição de amar o mundo, a menos que tivéssemos uma inclinação natural para isso. Sim, os cristãos são muito suscetíveis a amar o mundo e o que há nele. Existe uma grande afinidade entre o mundo e nosso coração e natureza corruptos. Prazeres, lucros, honras e coisas dessa categoria agradam aos nossos gostos, afetos, disposições e inclinações. Por isso, o apóstolo diz: “Não ameis o mundo”.

A segunda observação é que aqueles que estão em estado de graça — sejam filhinhos, jovens ou pais — não devem amar o mundo. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo.”

Feitas essas observações, procurarei abordar os seguintes pontos:

• O que significa “o mundo” e o que é amá-lo;

• Algumas razões pelas quais não devemos amar o mundo (capítulo 2);

• Algumas questões sobre como nos relacionamos com a criação de Deus (capítulo 3);

• Algumas aplicações da doutrina (capítulo 4);

• Outros motivos para não amar o mundo (capítulo 5);

• Orientações para desvincularmos nosso coração do mundo (capítulo 6).

 O que significa “o mundo”

Existem três maneiras principais de entender a palavra “mundo”:

1. “Mundo” refere-se aos céus e à terra visíveis, com todas as criaturas que neles habitam, tal como criados pela mão de Deus. Gênesis 1.1 nos diz: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Depois disso, somos informados sobre coisas específicas que foram criadas. No Novo Testamento, lemos que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele” e que “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele” (João 1.3, 10). O mundo, e tudo o que nele existe, foi criado por Cristo. Deus, por meio de Cristo, criou o mundo e o que há nele. Consequentemente, todas as coisas na terra são feitura de Deus e de Cristo, e são compreendidas pela palavra “mundo”.

2. “Mundo” significa os costumes, as condutas, a adoração e as modas do mundo. Romanos 12.2 diz: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos”. Em outras palavras, não se conformem com os costumes e maneiras deste mundo, com seus cultos e modas. Vemos isso também em Colossenses 2.20-22: “Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças […] segundo os preceitos e doutrinas dos homens?” Aqui, “mundo” deve ser entendido como os rudimentos dos homens, os costumes dos homens, a adoração dos homens e as maneiras dos homens na adoração a Deus. Assim, vê-se que “mundo” implica os costumes, modas, maneiras e cultos do mundo. Em outros lugares, são chamados de “rudimentos fracos e pobres” (Gl 4.9) e “a tradição dos homens” (Cl 2.8).

3. “Mundo” significa a pompa e o esplendor do mundo, que Satanás utiliza para promover seu reino e seus interesses, bem como para obstruir o reino e os interesses de Cristo. É o abuso da glória e da grandeza da criação de Deus, das excelências e dons dos homens e dos lucros e prazeres do mundo. Assim, em Gálatas 6.14, Paulo diz: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”. Em outras palavras: “Estou crucificado para a pompa, a glória e o esplendor do mundo, e para tudo o que é bom de acordo com o mundo. E o mundo está crucificado para mim. Para mim, ele está morto, e para ele, eu sou alguém morto.” Em outra passagem, Paulo conta como Demas, “tendo amado o presente século” (2Tm 4.10), abandonou o ministério pelas coisas, prazeres, lucros, honras, confortos e contentamentos do mundo.

Portanto, “não ameis o mundo”. Não amem as criaturas, costumes e modas do mundo, nem o esplendor, a pompa, a glória e a adoração do mundo. Esses três significados de “mundo” estão todos compreendidos aqui em nosso texto.

O que é amar o mundo

  1. Amar o mundo é estimá-lo profundamente, tê-lo em alta conta. Cristo disse: “aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus” (Lc 16.15). Quando temos grande estima pelo mundo e as coisas que há nele, amamos o mundo. Aqueles que foram convidados para o grande banquete em Lucas 14 davam mais importância às suas fazendas, seus bois, suas esposas e às coisas do mundo do que às coisas de Cristo. Quando essas coisas são altamente estimadas, diz-se que amamos o mundo.

Muitos homens se considerariam realizados se conquistassem o mundo. Eles dizem: “Eu seria feliz se tivesse tal propriedade, tais honras, tal grandeza”. Considere o Salmo 144.12-15:

Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio;
que transbordem os nossos celeiros, atulhados de toda sorte de provisões;
que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares, em nossos campos; que as nossas vacas andem pejadas, não lhes haja rotura, nem mau sucesso.
Não haja gritos de lamento em nossas praças. Bem-aventurado o povo a quem assim sucede!

Aqui, Davi fala em nome dos homens do mundo; são homens felizes, prósperos e bem-sucedidos. Mas eis como ele os corrige: “Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!”. Jonas tinha grande estima por sua planta, que pereceu em uma noite. Os judeus tinham grande estima pelo seu templo. Diz-se que amamos o mundo quando atribuímos valor e estima grandes demais às coisas do mundo.

  1. Amamos o mundo quando nossos pensamentos estão fixos nele. Os pensamentos de uma pessoa são tomados por aquilo que ela ama. “Quanto amo a tua lei!”, disse Davi. “É a minha meditação, todo o dia!” (Sl 119.97). Meditamos principalmente sobre as coisas que amamos. Quando nossos pensamentos são consumidos pelo mundo, quando ele está em nossa mente dia e noite, amamos o mundo e as coisas que há nele. Os homens pensam muito no mundo — nos prazeres, nas honras, nos lucros, nas riquezas, nas delícias do mundo. Seus pensamentos são tomados por essas coisas. Tiago 4.13 diz: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros”. Seus pensamentos estavam fixos no mundo, em comprar e vender, em obter lucro. Com isso, eles comprovaram seu amor pelo mundo. Semelhantemente, no Salmo 49.11 está escrito: “O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras”. Todos os seus pensamentos estavam dominados e ocupados com essas coisas, o que demonstrava seu amor pelo mundo. Da mesma forma, Filipenses 3.19 fala de homens com mentalidade mundana. Quando a mente dos homens está voltada para a terra e as coisas do mundo, eles amam a terra e amam o mundo. São habitantes da terra, em busca de uma herança aqui. Assim, essa é a segunda coisa em que consiste o amor pelo mundo: ter nosso pensamento ocupado pelo mundo, cuidar das coisas do mundo e ser levado em direção ao mundo.

3. Diz-se que os homens amam o mundo quando o desejam. Homens e mulheres desejam muito aquilo que amam. Eles têm fortes desejos por aquilo e correm atrás dessas coisas. O amor é o desejo de se unir àquilo que é amado. Você sabe o que dizem os mandamentos: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.17). Quando existe cobiça na alma, é uma demonstração de que a alma está apaixonada pela coisa. Como os desejos dos homens são movidos e tão fortemente apegados às coisas do mundo!

4. O amor pelo mundo é visto quando o coração é colocado nas coisas do mundo. O Salmo 62.10 nos adverte: “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”. Muitas pessoas colocam o coração nas coisas do mundo. Como vemos em Oseias 4.17: “Efraim está entregue aos ídolos”. Seu coração estava colocado em seus ídolos. Quando o coração se apega a algo, ele ama aquilo. Samuel disse a Saul para não ocupar seu coração com as jumentas de seu pai (1Sm 9.20). O coração dos homens está colocado em seus bens, seu gado, seu milho, seu vinho e azeite, seus prazeres e lucros, e para tudo aquilo que o mundo lhes oferece. Contudo, Colossenses 3.2 nos lembra: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. Os homens colocam seus afetos nas coisas terrenas. Uma coisa ou outra aqui na terra rouba o coração deles, que é tomado por elas, e assim eles amam essas coisas. Mateus 24.38 diz: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento”. Seus afetos estavam colocados nessas coisas. Quando nossos afetos estão colocados em algo, é isso que amamos.

5. Diz-se que amamos o mundo quando empregamos a maior parte de nossa força nas coisas do mundo, em relação a elas e por causa delas. Quando empregamos nossa maior força em algo, dedicamos nosso tempo e energia a isso. “Trabalhai, não pela comida que perece”, disse Cristo, “mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará” ( Jo 6.27). Quando nossa principal ocupação envolve a comida que perece e outras coisas semelhantes, nós as amamos. Quando a alma se inclina para aquilo, existe amor. Quando os homens se levantam cedo, deitam-se tarde e gastam seu tempo dessa maneira, é por amor. Romanos 13.14 nos lembra: “nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências”. Quando nos dispomos à carne e suas concupiscências — para realizá-las, agradar-lhes e satisfazê-las —, fica evidente que amamos o mundo. Os homens o seguem com entusiasmo, e seu tempo e energia são gastos assim.

6. Diz-se que amamos o mundo quando aproveitamos todas as oportunidades e ocasiões para obter as coisas terrenas: comprar barato e vender caro; adquirir grandes propriedades, casas, terras e coisas dessa natureza. Disse Cristo: “os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz” (Lc 16.8). Os filhos do mundo são hábeis em sua geração para aproveitar todas as vantagens necessárias para o seu crescimento. Mas, “ouvi isto, vós que tendes gana contra o necessitado e destruís os miseráveis da terra” (Am 8.4). Eles ficavam à espera de oportunidades para explorar os necessitados, para fazer deles suas presas, para obter seu trabalho por uma ninharia ou de graça. Eles são como a águia que voa alto, olhando para baixo para capturar sua presa. O coração vagueia e viaja pelo mundo, buscando algo em que se firmar. Contudo, lembrem-se das palavras de nosso Senhor: “Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações” (Lc 12.29). Não sejam como meteoros do céu que caem na terra. Tantos são como meteoros no ar, pairando; por fim, caem na terra.

Alguns dirão: “Se eu tivesse herdado uma propriedade como essa, então poderia ficar em paz e descansar”. Em Provérbios 18.11, o sábio diz: “Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha”. Quando um rico conquista riquezas, ele se acomoda nelas. É a sua cidade forte, e nela ele descansará. É como uma muralha alta em sua própria mente, que ele pensa que o defenderá de todos os inimigos, danos e injustiças. Assim, amamos o mundo quando buscamos vantagens e confiamos nelas, acreditamos nelas e nos protegemos por meio delas.

7. Amamos o mundo quando suportamos grandes dificuldades por ele. Suportamos quase tudo por aquilo que amamos. Jacó amava Raquel, por isso suportou o frio e o calor, o inverno e o verão, para realizar seus desejos. Assim, quando os homens suportam grandes dificuldades, enfrentam grandes perigos e se aventuram em qualquer coisa para conquistar o mundo, pode-se dizer que eles o amam. Diz-se que nossos soldados arriscam seus membros e sua vida por alguns centavos por dia. E há empresários que arriscariam suas almas em nome de seu crédito. Eles não consideram que seja um mérito ou uma honra suportar uma injúria ou uma injustiça, mas arriscarão suas vidas e almas para manter seu crédito e sua honra. No Salmo 107.23-27 é possível ver como os homens suportam o perigo e as tempestades no mar:

Os que, tomando navios, descem aos mares, os que fazem tráfico na imensidade das águas, esses veem as obras do SENHOR
e as suas maravilhas nas profundezas do abismo. Pois ele falou e fez levantar o vento tempestuoso, que elevou as ondas do mar.
Subiram até aos céus, desceram até aos abismos; no meio destas angústias, desfalecia-lhes a alma.

Eles suportam tribulações que consomem até a própria alma. “Andaram, e cambalearam como ébrios, e perderam todo tino.” Os homens suportam qualquer coisa no mar para conquistar as riquezas do mundo, o que sugere que eles amam o mundo. Nenhuma dificuldade esfriará o amor deles; embora enfrentem tempestades, ondas e perigos, seu amor pelo mundo não se apaga. Nada os cansa, desde que possam conquistar o mundo. Porém, quanto às coisas de Deus e da alma, o evangelho e o sábado, como os homens logo se cansam disso! 

8. Os homens amam o mundo quando lhe dão favoritismo. Quando demonstram maior favoritismo pelas coisas do mundo em seus discursos, estão apaixonados pelo mundo. Cristo nos diz: “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34). Quando o mundo está no coração, o coração o ama. Fica evidente que o mundo está no coração quando nossas conversas são sobre o mundo e o priorizam acima de tudo. Em João 3.31, o Senhor diz: “Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra”. As pessoas terrenas favorecem as coisas da terra em sua fala. Como são saborosas para elas as discussões sobre ganhos, prazeres e honras. E em João 8.23, lemos: “E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou”. Cristo não era deste mundo e sempre falava do céu e das coisas celestiais, coisas concernentes ao bem eterno da alma humana. Eles, porém, eram da terra e falavam da terra. 

Está escrito em 1 João 4.5: “Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”. Os homens são do mundo, e as pessoas amam ouvi-los falar do mundo. Mas quando alguém fala de coisas celestiais, quão indesejáveis e desagradáveis elas são? “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.14). Eles não discernem as coisas de Deus, nem as recebem; tais coisas são espirituais, logo, não lhes são bem-vindas. 

9. Um homem ama o mundo quando chora e se lamenta pelas coisas terrenas que lhe são tiradas. Quando amamos algo, lamentamos quando o perdemos. Quando os homens choram profundamente por um filho, isso demonstra que amavam esse filho. Quando os homens lamentam e sofrem pela perda de bens, nomes, amigos ou parentes, isso demonstra que eles amam o mundo. Raquel chorou e recusou ser consolada. Por quê? Porque não tinha filhos. Como muitos sofrem demasiadamente quando perdem coisas exteriores como crédito, lucro, honras, prazeres, bens ou relações. Como eles choram e ficam descontentes, cabisbaixos, e não se deixam consolar. Eles amam o mundo e as coisas do mundo.

10. Diz-se que amamos o mundo quando estamos determinados a enriquecer e a conquistá-lo de qualquer forma. Alguns conquistarão o mundo por bem ou por mal, como se costuma dizer. O texto de 1 Timóteo 6.9 fala dos “que querem ficar ricos”. Eles estão determinados a serem ricos e a conquistarem o mundo, aconteça o que acontecer. Esses homens realmente amam o mundo.

Agora você entende o que é o mundo e o que significa amá-lo.

O artigo acima é um trecho adaptado e retirado com permissão do livro Não ameis o mundo, de William Greenhill, em breve pela Editora Fiel.


Autor: William Greenhill

William Greenhill (1591–1671) foi um pastor e teólogo puritano inglês, conhecido por sua poderosa pregação. Membro da Assembleia de Westminster, serviu fielmente no ministério congregacional até sua morte, deixando um legado de sólida erudição bíblica.

Ministério: Editora Fiel

Editora Fiel
A Editora Fiel tem como missão publicar livros comprometidos com a sã doutrina bíblica, visando a edificação da igreja de fala portuguesa ao redor do mundo. Atualmente, o catálogo da Fiel possui títulos de autores clássicos da literatura reformada, como João Calvino, Charles Spurgeon, Martyn Lloyd-Jones, bem como escritores contemporâneos, como John MacArthur, R.C. Sproul e John Piper.

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